Empresas de TIC do oeste paranaense conseguem R$ 600 mil para investir no setor
Os recursos são da Finep e serão aplicados em inovações no setor de Tecnologia de Informática e Comunicação, na região; Prime é uma boa oportunidade para empreendedores
Dinheiro para alavancar o negócio. É esse o foco do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que contemplou duas empresas de Cascavel, duas de Foz do Iguaçu e uma de Medianeira, que fazem parte do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR.
Na primeira etapa de operação do Prime, a verba é de R$ 120 mil para cada empresa, em recursos não-reembolsáveis, totalizando um montante de R$ 600 mil para a região oeste. Esse valor poderá ser utilizado para apoiar o empreendedor na gestão do negócio e, ainda, para a contratação de consultorias de mercado em áreas consideradas relevantes para a empresa como recursos humanos, formulação estratégica, marketing e inovação. Em 2010, caso a empresa cumpra as metas definidas no projeto, terá direito a mais R$ 120 mil, do Programa Juro Zero. O pagamento poderá ser feito em até 100 parcelas e sem juros. Juntamente com representantes de outras empresas brasileiras, que também foram selecionadas, os empresários da Softmobili, Sovis Sistemas, Horus Visão Computacional, SWA Informática e da NeoAutus Automation Systems assinaram contrato no dia 27, durante o XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e 3º infoDev Fórum Global de Inovação & Empreendedorismo, que foi realizado de 26 a 30 de outubro, no Costão do Santinho, em Florianópolis, Santa Catarina. Em todo o País, foram 1.185 projetos aprovados, executados por 16 incubadoras-âncora de todas as regiões.
O Prime apoia as empresas nascentes, o que possibilita aos empreendedores dedicarem-se integralmente ao desenvolvimento dos produtos e à construção de uma estratégia de inserção no mercado. "O desempenho das empresas que fazem parte do APL TIC Oeste em um programa concorrido e exigente como o Prime comprova que os benefícios, consultorias e capacitações oferecidas pelo Sebrae/PR estão contribuindo para desenvolver as habilidades empreendedoras e as competências de gestão dos empresários. Nossa expectativa é que o Prime, aliado às ações do Sebrae/PR, impulsione ainda mais o crescimento das empresas", afirma o gerente regional do Sebrae/PR, Orestes Hotz.
A Softmobili, de Cascavel , é uma das empresas que cumpriu todas as exigências e foi contemplada com recursos do Programa destinado a apoiar empresas inovadoras de base tecnológica. "Depois de tomar conhecimento e fazer uma análise inicial, identificamos que nossa empresa tinha condições de ser contemplada, além disso havia produtos inovadores que seriam lançados, depois iniciamos nosso plano de negócios, agora veio a confirmação", comemora o empresário Cesar Junior Weyn.
Na Softmobili, conforme o empresário, os recursos serão destinados ao desenvolvimento de um produto inovador a ser lançado no mercado, como parte da estratégia de consolidação da empresa. "Na composição dos recursos, estão previstos apoio financeiro para um empreendedor, contratação de um gestor de negócios, além de consultorias de mercado e de gestão que contribuirão para o crescimento da nossa empresa no mercado de software para lojas de móveis e eletrodomésticos", afirma Weyn.
A Sovis Sistemas também foi contemplada depois da criação de um plano de negócios para uma startup de software, fundamental, neste caso, para captação de recursos financeiros. A empresa também desenvolveu e aprimorou assuntos estratégicos, táticos e operacionais. Para o gestor de negócios da Sovis Sistemas, Jordano Gonzatto, a conquista do Prime é o reconhecimento que a Sovis buscou no ano de 2009 para fortalecer seus projetos em mobilidade corporativa com soluções altamente especializadas para equipes de campo. "Com os recursos financeiros do Programa, a Sovis irá ampliar sua capacidade produtiva para atingir objetivos estratégicos." Gonzatto destaca ainda o planejamento estratégico e de negócios, a melhoria no processo de entrega de produtos e a organização do sistema produtivo da equipe, como os principais benefícios do Programa.
Segundo diretor executivo da empresa Horus Visão Computacional, Adriano Luiz Spanhol, a decisão pela participação no Prime surgiu através de conversas com empresários do ramo. "A convicção de que o produto que desenvolvemos é inovador nós já tínhamos, porém, a comprovação da inovação veio através da part icipação neste edital que teve como avaliadores técnicos extremamente criteriosos", conta o empresário. Ele diz ainda que o apoio do Sebrae/PR para as adequações do plano de negócios foi muito importante na conquista. "Com o Prime vamos crescer ainda mais rápido." A Horus Visão Computacional desenvolve softwares para automação de pesquisa de mercado e atua em Foz do Iguaçu há um ano e meio.
Conforme o diretor de Projetos, Rodrigo Welter, a SWA Informática, de Medianeira, foi contemplada por inscrever um projeto inovador, com diferencial, e acima de tudo com potencial de ser um produto que venha beneficiar muitas pessoas na área da educação. "Esse recurso representa mais um passo para atingir a meta estipulada para o ano de 2010 e, além disso, irá fortalecer a empresa."
Welter afirmou também que com Prime, a SWA terá mais condições para fazer consultorias de gestão, de mercado, contratar novos profissionais. "Acima de tudo, representa mais um produto que ao final de um ano estará no mercado e com certeza será mais um diferencial para nossa Plataforma de Sistemas Educacionais."
O diretor comercial da SWA Informática, Leandro Scalabrin, afirma ainda que para alcançar o sucesso, a empresa precisa mais que um bom produto. "Precisamos definir objetivos estratégicos, conhecer o mercado disponível, fazer gerenciamento financeiro, planejamento orçamentário, recursos humanos, enfim, uma série de trabalhos que dependem da contratação de consultorias especializadas e agora, com o Prime, isso será possível."
Para Adélio Conter, diretor administrativo da NeoAutus Automation Systems, de Foz do Iguaçu, 95% do sucesso de uma empresa estão baseados na boa gerencia, na gestão administrativa. "Com o Prime, vemos nossas chances de crescimento no mercado aumentar, inicialmente vamos contratar consultorias de marketing e recursos humanos." Em janeiro, a NeoAutus completa um ano no mercado de sistema e para conquistar o Prime eles desenvolveram um sistema de automação para o setor elétrico. "O apoio do Sebrae/PR e do PTI Empreendedoriamo Incubadora na estruturação do plano de negócios foi fundamental para obter o recurso da Finep", acrescentou Conter.
O consultor do Sebrae/PR em Cascavel, Edson Braga da Silva, acredita que o Prime vai auxiliar na estruturação das empresas selecionadas, otimizando assim todos os resultados e objetivos dos contemplados pelo Programa. "O foco é basicamente auxiliar na gestão das empresas selecionadas, visando conseqüentemente uma expansão segura e lucrativa dos negócios, além de contribuir para a consolidação da estratégia gerencial e inserção das empresas participantes no mercado", enfatiza.
Sobre o Sebrae/PR
O Sebrae/PR - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Paraná é uma instituição sem fins lucrativos que foi criada para dar apoio aos empresários de pequenos negócios. No Brasil, são 27 unidades e 750 postos de atendimentos espalhados de norte a sul do País. No Paraná, 5 regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio do atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, cursos, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco no empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças. Fone: Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste
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EaD - Interatividade encurta distância em ensino
Interatividade encurta distância em ensino
O trabalho e uma mãozinha da educação à distância ajudam a encurtar o caminho para o sucesso. Do interior de Minas ao terminal de tubarão, em Vitória, o minério de ferro viaja até dez horas. A cabine cheia de telas e botões exige concentração. Nada pode sair dos trilhos na logística da segunda maior mineradora do mundo.
“Tem gente que acha que é só apertar botão, mas não é isso não. Se você não tiver atenção, você pode provocar um acidente, aí você pode machucar pessoas”, diz Jean Castro, maquinista.
A responsabilidade do maquinista é do tamanho do trem, que aqui chega a ter 320 vagões, o equivalente a R$ 5 milhões em minério de ferro.
Para transportar tanta riqueza, é preciso seguir uma série de regras que a educação a distância está ajudando a lembrar.
Em cada parada no meio do caminho, o professor vai junto, dentro da mala.
O curso, gravado em CD, roda em qualquer computador. Com exemplos práticos, explica todos os mandamentos de quem mantém o trem na linha.
A tecnologia resolveu o problema da falta de tempo.
“Eu viajo por semana seis dias. Se fosse só na sala de aula, com certeza era mais difícil,” diz Jean.
Com funcionários espalhados por 13 estados, a empresa já treinou 60 mil pessoas dessa forma. O investimento chega a 4 milhões e meio de reais por ano.
“Há uma economia porque enquanto na educação presencial você investe em deslocamento, passagem, hospedagem, alimentação desse empregado com a EAD você tem um investimento inicial maior, mas que ele se dilui com o passar do tempo pelo número de empregados que ele atinge”, conta Ana Claudia Freire, gerente de tecnologia educacional da Vale.
Um em cada quatro reais investidos em educação corporativa no Brasil já é aplicado em cursos à distância. O último levantamento do setor também revela que os mais comuns são: tecnologia, finanças, vendas e gestão de negócios.
Esse é o tema da especialização de Josemir. Ele controla a circulação dos trens de minério e nos intervalos estuda pela internet.
“O curso a distancia pra mim foi inicialmente uma surpresa mas ele superou as minhas expectativas”, diz Josemir Machado de Paula, supervisor do centro de controle da ferrovia Vitória-Minas.
O conteúdo foi produzido nessa escola no Rio de Janeiro. Levando professores para frente das câmeras, a tradicional fundação Getúlio Vargas já tem mais de cem cursos virtuais.
“Ano passado, nós faturamos R$ 32 milhões e a gente pretende crescer em torno de 25% esse ano. É um negócio novo, é um mercado em expansão”, conta Stavros Xanthopoylos, diretor executivo da FGV online.
Tão aquecido que quem prepara os cursos passou a ser disputado.
“Algumas vezes a gente já observou essa disputa. São poucos profissionais hoje em dia no mercado e você não tem uma formação pra ensino à distância”, diz Sandro Bonadia, coordenador de cursos da FGV online.
Em vez de um professor, é sempre uma equipe que define o conteúdo das aulas. Tudo é discutido: do objetivo...
“Abrir a cabeça das pessoas para o que é o negócio delas de verdade.”
...à melhor forma de prender a atenção dos alunos.
“A gente pode usar vídeos, jogos, quadrinhos, ou qualquer tipo de recurso que ajude o aluno a compreender melhor um conceito”.
A fórmula para encurtar a distância é aumentar a interatividade.
No Senac de São Paulo, a criação do material didático lembra roteiro de cinema.
“É uma interação, um personagem que entra, qual o tipo de locução, a entonação dessa locução”, diz Fernando Weno, coordenador de produção do Senac.
Muitas vezes, o orçamento também é digno de uma super produção.
“R$ 100 mil, R$ 500 mil e a gente já teve projetos que passaram de R$ 1 milhão”, diz Mauricio da Silva , gerente de atendimento corporativo do Senac.
O uso da tecnologia faz os professores reaprenderem a ensinar.
Diante desses computadores, gente que trocou o giz pelo teclado.
Aqui eles descobrem como tirar dúvidas e mediar debates pela internet.
A gente tem que buscar, captar essa aproximação, fazer uma brincadeira.
“O aluno de longe consegue te trazer informações. A gente como professor não pode deixar de ser um aprendiz eterno. Acaba realmente com as fronteiras.”
É pela internet que kelly, de 17 anos, e Guilherme, de 20, estão aprendendo a ser empresários. Há oito meses, o casal montou uma fábrica de carimbos na sala de casa.
Improviso, só nas instalações. Num curso gratuito do Sebrae, eles descobrem noções básicas de administração.
“A gente não pode pegar o primeiro mês de salário e já achar que o dinheiro é nosso. Não é nosso. É da empresa. Procurar sempre investir”, conta Kelly Cristina, microempresária.
O trabalho e uma mãozinha da educação à distância ajudam a encurtar o caminho para o sucesso.
“Hoje tem essa tecnologia que a gente pode aproveitar. E graças a deus a gente de pouquinho em pouquinho está chegando lá, está conseguindo conquistar esse objetivo”, diz Guilherme Bezerra da Silva, microempresário. Fonte: Jornal Nacional - Edição 01/05/2009
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